domingo , agosto 18 2019
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Patrícia Cunegundes: O ser do cerrado

Patrícia Cunegundes - Sou FotógrafoA entrevista de hoje é com uma grande amiga pessoal e uma pessoa que adoro ver todas suas fotos. Umas em especial, como as de Buenos Aires ou suas fotos coloridas, que pra mim, já marca um estilo muito belo e pessoal, a ponto de quando faço uma foto com essa tendência de cores, já lembro de suas fotos.

Patrícia é jornalista e tem um site pessoal onde fala de si e mostra parte do seu trabalho pessoal, o site é o Conceito Básico. Nome que acho muito bom. Outro site onde ela nos brinda com suas crônicas é o ZeromeiaUm ( para quem não conhece, é o número de DDD de minha linda terra Brasília. Espero que gostem.

Qual seu conceito sobre fotografia?

Para mim, fotografia é quase que antropologia. Também acho que é uma forma de eu me conectar com outras pessoas e com o que fotografo. Tem que haver conexão. Mas pode ser outra coisa também e eu não sei conceituar. Não sou boa de conceitos. Deixo aqui uma frase do Cartier-Bresson, que acho que define mais ou menos (para mim): “De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório. Nós, fotógrafos, lidamos com coisas que estão continuamente desaparecendo e, uma vez desaparecidas, não há mecanismo no mundo capaz de fazê-Ias voltar outra vez. Não podemos revelar ou copiar uma memória.”Patricia_Cunegundes_Buenos-Aires

 Qual seu ramo da fotografia?

Fotografia autoral

 Faz quanto tempo fotografa e por que iniciou  a fotografar?


Comecei a fotografar na faculdade, aos 19 anos. Tem tempo. Mas fotografar com foco, objetivo mesmo, tem uns 5 anos.

 Quais temas você gostaria de trabalhar? 

 Gosto de cotidiano, de gente, de fotografar “urbanidades”, festas populares. Não sei se são exatamente temas.

 Que pessoa/paisagem/obra/evento gostaria de fotografar? 

Eu gostaria de ter fotografado o Patativa do Assaré, pois o conheci e perdi a oportunidade de registrá-lo. Queria ter fotografado meus avós também, temos poucas fotos deles.

Eu acho que gostaria de ter fotografado as manifestações na Praça da Paz Celestial e agora me bateu isso: queria ter fotografado o baile da Ilha Fiscal. Deve ter sido bizarro.

 Existe distinção para você de um trabalho comercial, ou do tipo de foto que você faz por prazer?

Eu não tenho clientes, meu trabalho é autoral. Mas, acho que sim, porque num trabalho comercial tem a visão de quem te contratou. Tolhe um pouco, né?

Patricia_Cunegundes_CoresQual projeto pessoal você mais gostou de fazer? Que tipo de conceito ele abordou e por que?

Todos os meus projetos são pessoais. Eu me emocionei muito fotografando a romaria em Juazeiro do Norte, no Ceará. Eu me entreguei para os romeiros e eles se entregaram com a mesma intensidade. A tal da conexão.

 Quais são suas referências fotográficas e outras referências conceituais?

Bom, por formação jornalística: Robert Capa (qual o estudante de jornalismo que não quis ser correspondentes de guerra um dia?). Li recentemente o livro Ligeiramente Fora de Foco e fiquei mais apaixonada por ele ainda. Henri Cartier-Bresson, obviamente; Elliott Erwitt, Martin Parr, Steve McCurry, Graciela Iturbide, dos estrangeiros, para citar alguns. Dos brasileiros, você sabe que o Walter Firmo está no topo da minha lista, gosto muito do trabalho do paraense Guy Veloso, merece muita atenção mesmo. Evandro Teixeira, Thomaz Farkas, Pedro Martinelli, Miguel do Rio Branco, João Roberto Ripper e, claro, o grande José Medeiros. Tem muito mais, mas os que estudo sistematicamente são esses.

Por que você utiliza a fotografia como forma de expressão? 

Lembra da tal da conexão com as pessoas? Por isso.

 Qual a importância de participar de um fotoclube? Que tipo de desenvolvimento o fotografo encontra quando esta em um grupo assim?

Ficar isolado não é bom, né? Acho que um fotoclube proporciona troca, compartilhamento de ideias, além das saídas, que estimulam bastante.

 Qual sua opinião sobre exposições? 

São importantes para dar visibilidade ao trabalho.

 Como vê as galerias virtuais e todos os concursos que acontecem na internet envolvendo fotos? Patricia_Cunegundes_PB

Acho que tem uma profusão de galerias e de concursos. Eu fico meio perdida, achando que tenho que participar de tudo, conhecer todo mundo, não dou conta. E me pergunto se as pessoas conseguem acompanhar tudo o que acontece na internet. Acho que deve haver uma seleção melhor, mas daqui a pouco as coisas se depuram e os melhores e mais sérios ficam. No entanto, se olharmos por outro ângulo, é bom que tenha tudo isso, pois mostra que a fotografia, como arte, está valorizada novamente.

E por último, o que diz a novos fotógrafos que querem entrar nesse mundo? 

Estudem e tenham humildade.

E aí, gostaram do trabalho dela? Espero que sim. Compartilhem aí nos comentários o que lhes agrada ou aquilo que tem em comum com essa excelente fotógrafa.

Fotógrafo amador e atento ao redor. Gosto muito de olhar e observar tudo que rola. Analista de SEO e adorador da apple e da Internet. Mardem Reifison Google

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