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Entrevista com Pedro Silva

pedro-silva-soufotorgafoPedro Silva é um fotógrafo de brasília e professor de Arte. Além de fotografia ele adora teatro e  e busca sempre mostrar o seu caminho nas artes.
Qual seu conceito sobre fotografia?
Não acho possível falar de fotografia sem considerar seu conceito básico – desenho com luz, grafia com luz. Obviamente que para cada fotógrafo a fotografia possui um conceito implícito, algo que o leve a fotografar. Pois bem, no meu caso a lida com a fotografia é intuitiva, sensível. Taí, fotografia para mim é mais uma forma de interpretação do mundo, mais uma forma de observar as relações entre as pessoas, seus locais de trabalho, costumes e etc.
Qual seu ramo da fotografia?
Vixi, que vastidão. Como comecei a fotografar de maneira intuitiva e apenas depois passei a lidar com os quesitos técnicos, é meio difícil falar de ramos com os quais tenho afinidades. Bem, particularmente gosto do fotojornalismo – alguns fotógrafos são meio que referência, ou melhor, os admiro muito. No entanto, não me vejo parado e escondido num lugar com uma câmera fotográfica, já que perambulo muito a noite – não planejo ser preso sendo confundido com um assaltante “à mão armada”. Hoje tenho realizado alguns projetos (paralelos a outras atividades) e posso dizer que tenho poupado um pouco a máquina, me concentrando na realização desses projetos, tais como o PAISAGENS DE MIM, exposto em diferentes localidades do DF  no ano de 2012.

Faz quanto tempo fotografa e por que iniciou  a fotografar?
O interesse por fotografia surgiu por volta de 2008. Comecei a fotografar para entender o mecanismo da fotografia, por pura curiosidade – daí deixo clara minha predileção pela fotografia analógica, só com elas que compreendi os processos, as possibilidades – e tem uma pancada de coisa, na prática, é melhor.

Quais temas você gostaria de trabalhar?  
Olha, eu gosto de gente; meu universo é o humano, mesmo que às vezes ele não esteja presente nas fotos. Por exemplo, na série PAISAGENS DE MIM eu realizei panografias de paisagens, monumentos de Brasília – a figura humana não apareceu em momento algum nas obras, no entanto, sua ausência é notada…então, é isso: o humano ou a falta dele (risos).

Que pessoa/paisagem/obra/evento gostaria de fotografar? 
Sinceramente? Gostaria de sempre andar com máquinas fotográficas e tirar fotos do mesmo jeito que compro pão ou leite. Mas ultimamente, quando carrego comigo tal apetrecho (digital ou analógico) observo que todos ficam esperando um momento para eu tirar uma foto e fazem poses, sorrisos – MASQUEÓDIOTENHODISSO. Então, tenho evitado sair com qualquer máquina pendurada no pescoço e adoto táticas de guerrilha: deixo-a guardada e, de repente não mais de que de repente, eu bato uma foto e guardo imediatamente a máquina.

Que tipo de composição você costuma fazer em seu trabalho? 
Isso varia muito! Do trabalho realizado, da ideia, do local, do tema, enfim. Em Paisagens de Mim exploro pontos de vistas que escapam da forma tradicional que se tem de determinados pontos turísticos – algumas obras a pessoa só identifica o local se observar com calma a obra. Já em outro projeto que venho realizando devagarzinho tenho trabalhado com o plano americano no meio da rua, em locais de grande circulação.

Existe distinção para você de um trabalho comercial, ou do tipo de foto que você faz por prazer?
Poxa, diferença não acho que exista já que um bom trabalho pode ser vendido – deve inclusive. Penso que não devemos ter essa distinção em mente. Eu penso em fazer um trabalho que me satisfaça e já obtive bons resultados com isso – no entanto, não me intitulo fotógrafo por que não vivo disso. Por mais que vez ou outra cubra algum evento, efetivamente não estou me mantendo da fotografia. Gostaria muito de poder trabalhar com isso, me sustentar com a fotografia – mas às vezes penso também que essa rotina e obrigatoriedade tira o gosto gostoso de fotografar. Ou seja, no fim das contas sou apenas um amador – mas no bom sentido da palavra, aquele que faz alguma coisa por amor, por gostar do que faz.

Qual projeto pessoal você mais gostou de fazer? Que tipo de conceito ele abordou e por que?
O projeto PAISAGENS DE MIM foi o projeto realizado até hoje que mais demorou a ser finalizado (se é que posso dizer que foi finalizado) – foram cerca de 14 meses. Percorrer novamente diversos locais e diversas cidades em todo o Distrito Federal trouxeram lembranças à tona, coisas que estavam esquecidas no tempo, nas minhas perambulações. Aspectos emocionais (histórias, lembranças, reminescências do passado) estão ligados intimamente a todas as composições.

Quais são suas referências fotográficas e outras referências conceituais?
Minha formação e atuação é inicialmente no teatro e não posso dizer que as informações não se misturam. Muitos fotógrafos de teatro e retratos me atraem, como o Fredi Kleemann que refugiou-se no Brasil e realizou um montão de fotografias de espetáculos do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia (esse é o que eu lembro o nome, existem vários outros dos quais nunca vou lembrar o nome). No entanto, fotógrafos contemporâneos me chamam bastante atenção: Sara Dobai, Olga Shernysheva (Chernysheva) entre outros.

Por que você utiliza a fotografia como forma de expressão? 
A resposta, de imediato é: a fotografia acessível. Além disso, sinto que a fotografia pode estar, junto com outras formas de expressão artística, entre a técnica e a criatividade. Para qualquer pessoa em qualquer área, encontrar esse ponto que passa da simples reprodução (que a fotografia convencional realiza) para a sensitividade (acrescida da técnica) é muito difícil.

E por último, o que diz a novos fotógrafos que querem entrar nesse mundo?

Vixi! Tem que fotografar. Tem que observar também. Tem que saber a técnica também. Mas principalmente, tem que se divertir e gozar com o que faz.

Acompanhe os trabalho de Pedro:

Fotógrafo amador e atento ao redor. Gosto muito de olhar e observar tudo que rola. Analista de SEO e adorador da apple e da Internet. Mardem Reifison Google

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Fotógrafo amador e atento ao redor. Gosto muito de olhar e observar tudo que rola. Analista de SEO e adorador da apple e da Internet. Mardem Reifison Google

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